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Amor #2

domingo, 26 de outubro de 2014


Você me abraça. A forte pressão dos nossos corpos me faz perder a respiração por dois segundos, mas é algo reconfortante. Você é absolutamente lindo, mesmo olhando fixo e sorrindo como se me desafiasse a desviar o olhar. Mas tento não desviar. Continuo esperando que diga alguma frase, e é aí que você me beija. Não beijei muitas vezes, mas sei que seus lábios são o que há de melhor no mundo. Sei que o beijo é doce, quente e devastador. Sei que vai parar na cama. E para. 

Você é carinhoso e engraçado. Paciente e preocupado. Sua presença é a própria felicidade. Eu o adoro tanto que me entrego sem pensar. Sou sua e quero sentir seu gosto, quero senti-lo dentro de mim. E quando isso acontece, parece que meu corpo foi feito para você. Cada curva alegra-se com seu toque e, embora fique tensa em certos momentos, suas palavras deixam-me calma. Você sabe o momento de acelerar ou ir mais devagar. Estamos tão próximos e nossas bocas se encontram num beijo quase desesperado, o suor pregando nossas peles. Quando você goza, me aperta ainda mais. E fica tão lindo nessa hora, tão lindo... 

Você sorri ao sair de mim e eu também. E sorrio pelos minutos seguintes, enquanto nos olhamos e conversamos. Desejo ficar ali ao seu lado por todo um dia, assim poderia guardar cada detalhe e acariciar sua barba bagunçada; poderia observar seu sono e ver suas pálpebras tremerem por algum sonho; poderia até tentar adivinhar o que sonhava, ou simplesmente colocar minha mão delicadamente em seu rosto, te esperando acordar. 

Contigo não há certo ou errado. Não há bom ou ruim. Seus olhos dizem tudo que preciso, me oferecem um lugar para morar. Você me completa, com toda sua imperfeição. É a mudança mais bonita que aconteceu na minha vida.

Eu te amo, até o fim do mundo.

A Brusca Poesia do Homem Amado

segunda-feira, 28 de outubro de 2013






 Para o meu amado


O meu amor é vertiginoso
Quando mais se dá mais se tem
Meu amor é a eterna esperança da chuva que nunca vem
Meu amor é a poesia que ninguém lerá
É a celebração das suas qualidades inexistentes
Meu amor é o vício que corrói as suas entranhas
O beijo inadiável em cada uma das pestanas
Quando você diz que me odeia, lá está o meu amor
Porque ele talvez seja a indiferença revolvida na dor
Meu amor é o cinismo e também o sarcasmo
É a pele aveludada recendendo a marasmo
Meu amor é a primeira prostituta com quem você dormiu
O seu pai, a sua irmã,  aquela que te pariu
Meu amor é o adolescente já amadurecido
Que depois, em seu caminho, fica um pouco perdido
Meu amor é treva, é sombra, é um clarão
E embora você não compreenda também é seu coração
O meu amor é um tapa na sua vida certinha
É a mulher-fera ou uma doce menininha
Meu amor é a sua visão doente de catarata
O seu sorriso quebrado que perpassa a alma
Meu amor é a vida explodindo em cores
É o seu corpo morto envolto de flores
O meu amor é a coragem que você sempre provou
Mas também a covardia daquele que nunca amou
O meu amor é o seu tórax, sua coxa, seu corpo inteiro
A pessoa que você vê quando olha no espelho
O meu amor é o tempo que nunca muda
É a sua boca me chamando de vagabunda
O meu amor é como as mentiras que você conta para mim
As mesmas mentiras que me levarão ao fim
O meu amor é o pecado, da ira até o ócio
Meu amor só está completo quando aplicado ao seu ódio.


Reações

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


Uma sensação que começa no estômago e se concentra no ventre, passando nas coxas e enfraquecendo as pernas. Depois volta pelo mesmo caminho, tão devastadora quanto fogo, crava-se no coração até acabar na garganta, onde me sufoca. No fim deixa um bem estar infinito e também um prazer insatisfeito, além de confusão mental e corporal.

Alguns chamam esta sensação de borboletas, ou contrações musculares. Ou mesmo amor.

Mas, para mim, é mais adequado chamá-la pelo o seu nome.

Breves constatações sobre o meu amor (como e por que)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

 A Jefferson Luiz Maleski
                                                                                           
O que eu adoro em ti, é a vida
                       Manuel Bandeira



Eu te amo como amo ler, ou escrever ou acumular livros em minha estante
Eu te amo como amo assistir algum filme antigo ou ouvir uma música antiga
Eu te amo como amo ir a qualquer biblioteca
Eu te amo como amo cantar enquanto faço algo
Eu te amo como amo a risada curta do meu pai
Eu te amo como amo uma chuva calma no fim da tarde
Eu te amo como amo ficar ao sol, sentindo seus raios e fingindo estar na praia
Eu te amo como amo todas as personagens literárias que me cativaram
Eu te amo como amo um aperto de mão, um abraço, um beijo
Eu te amo como amo deitar-me no chão frio e olhar o teto e as paredes
Eu te amo como amo inventar minha solidão
Eu te amo como amo as pequenas e grandes coisas que me fazem feliz
Eu te amo como amo exagerar meu amor em um poema


Eu te amo porque você também gosta de ler, ou escrever
E é inteligente, criativo, diferente, animado e tudo o mais
Eu te amo porque você ri com tanta facilidade, tanta alegria
Eu te amo porque você é o lobo-mau-não-tão-mau
Eu te amo por causa da sua desenvoltura, do seu desembaraço
(Você é a pessoas mais desembaraçada que conheço)
Eu te amo e te admiro pela sua sinceridade, seus elogios e suas palavras. Você sempre sabe o que dizer
Eu te amo porque você me inspira confiança e me ensina (e ajuda em) muitas coisas
Eu te amo porque você me escuta, presta a atenção em mim (na maioria das vezes) e compreende um pouco minhas loucuras
Eu te amo porque você me dá ânimo, coragem
Eu te amo porque você é o único que acha que ser estranha é legal
Eu te amo porque você é um grande homem e um grande amigo e não rirá dessas declarações
Eu te amo porque com você eu posso ser eu, pois você me conhece o suficiente para me aceitar
E, principalmente, eu te amo porque seria difícil não amar  embora eu nunca tenha tentado

(16-02-13)






Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
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