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Não canso de lhe dizer

domingo, 13 de maio de 2012

Eu te amo. Eu sei, eu sei. Você já está a par desse fato. Mas não canso de repetir, todos os dias, o quanto te amo. A partir do instante que você apareceu na minha vida, ela mudou;  sim, isso é muito clichê, porém é como me sinto.

    Antes de você, antes de toda essa loucura, eu era oca por dentro. Ainda sou, mas o seu amor diminuiu esse vazio. E não foi só meu âmago que você mudou. Agora, quando nos encontramos, tu sempre consegues tirar um sorriso do meu rosto, e posso garantir que, normalmente, ninguém consegue. Tuas palavras doces e românticas, teus beijos, teu apoio e compreensão, me fazem atingir um nível de felicidade que eu pensava ser inalcançável.

    Você é tão lindo, tão perfeito, e me ama como sou. Nunca achei que fosse possível alguém me desejar assim. Tudo na sua presença se torna especial, desde um pequeno passeio até um simples silêncio. Eu tento aproveitar ao máximo esses momentos, guardo-os na memória e quando você me deixa, mesmo que seja somente por um minuto e você prometa que já vai voltar, eu os revivo constantemente na cabeça, para não sofrer sua ausência.

     As palavras que tenho não são suficientes para expressar meu agradecimento por tudo que fez e faz por mim. Então, termino esta carta tal como a comecei: dizendo-lhe Eu te Amo.


11/01/12, Elaine Rocha



*imagem:Google


Sempre Sua

sábado, 21 de abril de 2012

"Precisava conversar com alguém hoje. Quero dizer, não com alguém, com você. É que eu descobri uma coisa. Não sei se ‘descobrir’ é a palavra certa, pois o que irei te contar já sei há muito tempo. Tentei ignorar, esconder. Não deu. Eu poderia falar isso na sua cara, mas resolvi escrever uma carta. Sou o tipo de pessoa que prefere guardar o que sente para si mesma, talvez por orgulho, covardia; por isso que, quando conversamos, não demonstro meus sentimentos. Posso parecer fria, mas é só porque não acho um jeito de me declarar. Bem, eis aqui minha declaração: eu te amo.
 Você certamente se assustará quando ler essas palavras, porém saiba que te amo desde que o conheci, há quatro meses atrás. E, gradualmente, no decorrer do tempo, fui me cativando mais e mais por ti. Esse amor é tão forte dentro de mim que chega a dar medo. Medo de sofrer, me decepcionar. Contudo, vou arriscar. Uma vez eu lhe disse que gostava muito de ser sua amiga. Mentira. Quero ser mais que isso, quero ser sua amante, sua namorada, sua paixão. O que acontecer depois que você ler essa carta não importa; meu coração é seu, pode fazer o que quiser com ele: quebrá-lo ou deixá-lo feliz.

P.S.:  Serei sempre sua."

13/12/11, Elaine Rocha


*imagem:Google

Doces Sonhos

quarta-feira, 11 de abril de 2012


"Como é doce sonhar com você! Colocar as mãos no teu lindo rosto, abraçar-te com ternura.. .mesmo não sendo real, posso sentir a pressão dos teus lábios afáveis, o gosto úmido de tua boca.

     Amor, é tão bom ter-te comigo, compartilhar tudo com você, tocar teus cabelos de labareda. Sim, nesses momentos efêmeros e ilusórios não há mundo, não há respiração – só tu, minha amada, com teu sorriso compreensivo, teus dedos macios, acariciando-me com pureza angelical. É isso! É isso! Tu és meu anjo, mandada pelos céus para me salvar, me curar. Ah!, anjo, sabes o quanto te amo, o quanto quero me perder em tuas asas!

     Ao acordar, quase sinto o calor de teu corpo, a suavidade de teus cachos ruivos. Nesses minutos, um desejo trôpego me atravessa.

     Mas quando a névoa do desejo se dissipa, e não te encontro ao meu lado, querida, uma tristeza letárgica ofende meu peito. Estás tão longe de mim, do meu olhar, e nada vencerá essa distância.

     Então, limpando as lágrimas, retorno à inconsciência, o único lugar em que me é permitido te amar."



09/04/2012

Elaine Rocha



*imagem:Google

O amor conservado

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Amor, já se passou muito tempo depois de tua partida, mas todas as coisas se encontram no mesmo lugar. Aquele retrato, com tua foto, sempre fica ao meu lado; tuas fronhas de linho não foram tiradas da cama; ainda resta um pouco do teu perfume nos cômodos; a cozinha está exatamente igual, as belas taças no armário.
Eu sei, meu amor, que tu não voltarás.
Contudo, tal como essa casa, minha esperança se conserva." 


Elaine Rocha,28/03/12 




*imagem:Google

Na Distância do Amor

domingo, 25 de março de 2012


  Estou deitada na minha cama, tendo como acompanhante o tédio. Ultimamente, ele tem me perseguido, junto com a solidão, a frustração e a angústia. Somente sua presença me tiraria desse torpor e, por agora, não posso ter esse desejo realizado.
     Então, só me resta te escrever. Saber que irá receber e ler essa carta me acalma um pouco. É como mandar a você tudo o que sinto – receio, felicidade, dor. Mesmo nessa aparente calma, ainda sofro por nosso único meio de comunicação ser na base das palavras. Queria poder te ver, te abraçar; lembro-me frequentemente do primeiro e último encontro que tivemos, desejando com todas minhas forças voltar no tempo, reviver esse momento, que é meu único consolo agora que está longe de mim. Porém, sei que não é apenas a distância que nos separa. Nosso amor é proibido e nunca será consentido.
     Sinto tanto medo. Medo das conseqüências que sofreremos quando nossos familiares descobrirem. E também sinto alegria por ter achado o seu amor, que me torna plena. Às vezes, penso em como isso pôde acontecer: uma única dança, uma conversa agradável, um inocente beijo e nos apaixonamos perdidamente. Parece impossível, mas eis aqui o sentimento brotando do meu coração, me deixando ofegante.
     Não sei o que o destino nos reserva. Entretanto, como você mesmo disse, devemos ter paciência. Eu esperarei, não importa quanto tempo passe. O caminho será árduo, mas não desistirei desse amor. E quando a recompensa chegar, poderei descansar nos seus braços e dizer que tudo valeu a pena.
     Enquanto meus doces sonhos não se realizam, me despeço de você com um beijo. Sinta-o nos seus lábios.


28/01/12
Elaine Rocha



*imagem:Google 

Único e Verdadeiro

sexta-feira, 2 de março de 2012

Único e Verdadeiro

    Não sei o que acontece comigo. Toda vez que eu te vejo, sinto uma coisa estranha e incompreensível no peito; é uma ótima sensação, mas devastadora: meu coração pula, os ouvidos zumbem, uma tontura me invade... E quando você sorri, penso que vou desmaiar.
     Claro, não sou de toda ignorante. Isso só pode ser amor. Porém, nunca o senti na vida, então é difícil lidar com essa situação. Minha mente está perturbada; meus pensamentos, sempre organizados, se recusam a me obedecer e agora seguem somente você.
     Ainda que pareça insensatez, eu adoro isso. Adoro os calafrios que invadem meu corpo quando simplesmente lembro seu nome; adoro suas ligações; adoro até a angústia de esperar nosso próximo encontro.
     É tudo tão maravilhoso e doloroso... A cada dia, mais incertezas chegam. Dúvidas grandes e pequenas se espalham por mim.  Realmente, nada posso fazer. Esse amor me deixa desordenada e completamente feliz. Às vezes, acho que meu fraco coração não suportará os arroubos que o abalam. Mas se ele não agüentar, morrerei na alegria.
     Minha expectativa é que compreenda todos os sentimentos que pulsam nessas linhas; eles são, de certo modo, seus. Partem de você e caem diretamente no meu coração.


*imagem:Google







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